Quando os pais pensavam que nada poderia convencer os jovens a reduzir o uso das redes sociais, eis que surge uma ideia que pode funcionar.
Adolescentes e jovens adultos que viram alertas sobre os possíveis danos à saúde causados pelas redes sociais disseram que se sentiram desencorajados a usá-las e mais informados sobre as potenciais consequências, de acordo com um estudo publicado no início deste mês no periódico médico JAMA Health Forum.
No estudo nacional, jovens de 13 a 17 anos e de 18 a 29 anos foram expostos a mensagens sobre como as redes sociais não são seguras e podem causar dependência, imagem corporal negativa, distúrbios do sono, depressão, ansiedade e danos à saúde mental em geral. Os participantes de ambas as faixas etárias afirmaram que todas as mensagens utilizadas na pesquisa foram eficazes.
Os alertas sobre saúde mental em geral, depressão e ansiedade foram os mais persuasivos, afirmou o autor sênior do estudo, Dr. Thomas Robinson, professor titular da Cátedra Irving Schulman de Saúde Infantil e professor de pediatria e medicina da Universidade Stanford. Os participantes também viram mensagens sobre fazer pausas voluntárias nas redes sociais, que se mostraram menos eficazes, acrescentou.
Uma limitação do estudo é que ele pediu aos participantes que antecipassem seu comportamento em vez de medir o que eles fizeram, disse Robinson.
