O Brasil vive hoje um cenário de alerta envolvendo a busca pelo emagrecimento com as famosas “canetinhas emagrecedoras”. Apesar de apresentarem resultados rápidos e positivos, os medicamentos também oferecem efeitos indesejados para pacientes, especialmente em mulheres.
Nas redes sociais, viralizou um movimento criado para alertar o público feminino sobre a interação entre a tirzepatida e os anticoncepcionais orais. Chamado de “bebê Mounjaro”, o termo também é utilizado de forma bem-humorada para se referir a gestações não planejadas, decorrentes da redução do efeito contraceptivo provocada pelo uso da caneta emagrecedora.
Especialistas ouvidos pela CNN Brasil neste sábado (12) explicam que isso acontece porque o Mounjaro, medicamento à base de tirzepatida e um dos principais na luta contra o emagrecimento, pode retardar o esvaziamento do estômago e, com isso, interferir na absorção dos hormônios presentes no contraceptivo oral.
A pesquisa “Agonistas do peptídeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1) e contração oral“, realizada pela Corsrh, Faculdade de Saúde Sexual e Reprodutiva de Londres, também reforça essa afirmação. O estudo apontou uma redução em 20% da absorção do etinilestradiol (hormônio que pertence à classe dos estrogênios) e em 21% do norgestimato (progesterona) do anticoncepcional analisado em 40 mulheres, causado pela tirzepatida.
