A produção cinematográfica “Dark Horse”, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro, tinha um acordo de financiamento de US$ 24 milhões. As informações estão entre os inquéritos liberados nesta 6ª feira (11.set.2026) depois da retirada do sigilo de processos ligados às investigações sobre o Banco Master, feita pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal.
Segundo relatório feito a partir da perícia em um celular de Daniel Vorcaro, fundador do Master, o publicitário Thiago Miranda Silva enviou para Vorcaro em 18 de dezembro de 2024 o arquivo “Acordo de Financiamento de Produção ‘Capitão do Povo’” -nome utilizado inicialmente para o projeto que depois passou a ser divulgado como “Dark Horse”.
O documento menciona investimento total de US$ 24 milhões (cerca de R$ 134 milhões à época), dividido em 14 parcelas, sendo US$ 2 milhões nas duas primeiras e US$ 1,666 milhão nas 12 seguintes. Eis a íntegra (PDF - 3 MB).
A PF identificou US$ 12,3 milhões (cerca de R$ 69 milhões) em remessas feitas em 2025 pela Entre Investimentos e Participações para o Havengate Development Fund, usado para financiar o filme. O fundo, com sede nos Estados Unidos, é administrado por Paulo Calixto, advogado próximo ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Segundo a PF, Eduardo orientou a gestão do dinheiro.
