O relatório da PF (Polícia Federal) enviado ao gabinete do ministro André Mendonça no STF (Supremo Tribunal Federal) pelo Caso Dark Horse destacou o que seria um “fluxo financeiro ilícito” que seria operado por Antonio Carlos Freixo Junior.
Conhecido como Mineiro, Freixo Junior teve nesta semana uma proposta de delação premiada fechada com a PGR (Procuradoria-Geral da República) homologada pelo ministro André Mendonça.
O relatório foi enviado pela PF junto a um pedido a Mendonça, em 8 de julho, para que a corporação fosse autorizada a investigar a atuação do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no caso.
A PGR (Procuradoria-Geral da República) foi favorável ao pleito da Polícia Federal, e a solicitação foi aceita por Mendonça no dia 22 daquele mês. Os documentos ficaram públicos em meio à leva de derrubada de sigilos que vem ocorrendo desde a noite de quinta-feira (10).
O primeiro tópico da parte analítica do documento é dedicado a Mineiro. A PF o escreve como um “executivo com trajetória ligada ao mercado financeiro” e aponta que ele já foi chamado de “pioneiro nas Bahamas” em entrevista a um podcast.
“[Mineiro] é chamado de ‘pioneiro nas Bahamas’ por operações offshore que teria montado no país, tradicionalmente considerado um paraíso fiscal”, contextualizou o relatório.
