A Polícia Federal afirma que Antônio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”, arquitetou uma estrutura empresarial para operar parte do fluxo financeiro ilícito oriundo do Banco Master. A informação consta na representação da PF no inquérito 5070, liberada nesta 6ª feira (11.set.2026) depois de o ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, retirar o sigilo de procedimentos relacionados ao caso Master.
“Mineiro” fechou um acordo de colaboração premiada homologado em 9 de setembro pelo ministro André Mendonça, do STF, depois de firmado com a Procuradoria Geral da República.
A estrutura, de acordo com a corporação, envolvia principalmente a Entre Investimentos e Participações Ltda., a Entrepay Instituição de Pagamentos S.A. (liquidada pelo Banco Central) e a Cactus Assessoria e Serviços Ltda. A análise teve como base o RIF (Relatório de Inteligência Financeira) 144413, do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), além de dados extraídos de dispositivos de Daniel Vorcaro, fundador do Master.
O RIF reuniu 168 comunicações de operações suspeitas envolvendo direta ou indiretamente os principais envolvidos. As transações analisadas foram feitas de 24 de janeiro de 2019 a 24 de maio de 2026. O documento foi produzido depois de o Coaf identificar indícios de lavagem de dinheiro ou de outros crimes relacionados.
