Para muitas famílias, ler uma história antes de dormir faz parte do ritual que encerra o dia. O hábito, porém, pode representar mais do que alguns minutos de entretenimento. Quando a leitura é compartilhada, a criança tem contato com novas palavras, imagens e situações, enquanto conversa e interage com o adulto.
Esse contato pode começar ainda nos primeiros anos de vida. Em julho de 2026, o Ministério da Educação destacou que a formação de leitores começa antes da alfabetização e ressaltou a participação das famílias nesse processo.
Segundo Adalmir Vieira, coordenador do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera, a leitura frequente pode contribuir para o desenvolvimento da linguagem, ampliar o repertório de palavras e estimular a criatividade.
Durante uma história, a criança não apenas escuta o texto. Ela observa ilustrações, identifica personagens, faz perguntas e pode tentar antecipar o que acontecerá nas páginas seguintes. A participação do adulto amplia essas possibilidades ao transformar a leitura em uma conversa.
Um estudo brasileiro publicado em janeiro de 2025 na revista Communication Disorders, Audiology and Swallowing (CoDAS) analisou interações entre mães e crianças durante momentos de leitura compartilhada. A pesquisa avaliou uma intervenção criada para orientar as mães sobre estratégias capazes de estimular as interações comunicativas e a linguagem oral dos filhos.
