À primeira vista, guardar a chave do carro envolvida em papel-alumínio parece apenas uma daquelas dicas estranhas que circulam pela internet. O hábito, porém, tem uma explicação ligada à tecnologia dos veículos e a um princípio da física que existe há quase dois séculos.
A prática é associada principalmente aos carros equipados com sistemas de entrada e partida sem chave, conhecidos como keyless. Nesses modelos, o veículo se comunica por radiofrequência com a chave para identificar quando ela está por perto. O problema é que esse sinal também pode ser explorado em ataques conhecidos como relay attack, ou ataque de retransmissão.
Nesse tipo de ação, criminosos utilizam equipamentos capazes de captar e retransmitir o sinal da chave, fazendo com que o veículo “entenda” que ela está próxima mesmo quando o proprietário está dentro de casa, por exemplo. Dependendo do sistema, isso pode permitir que o carro seja destravado e ligado sem que a chave esteja fisicamente ao lado do veículo.
Por que o papel-alumínio pode interferir no sinal da chave?
O alumínio é um material condutor e pode funcionar como uma barreira para ondas eletromagnéticas. Quando a chave fica completamente envolvida pelo metal, a comunicação por radiofrequência pode ser bloqueada ou bastante reduzida.
A explicação está relacionada à chamada gaiola de Faraday, estrutura criada e testada pelo cientista britânico Michael Faraday em 1836.
