Neste sábado, 12, o Real Madrid recebe o Rayo Vallecano, no Santiago Barnabéu, às 16h (horário de Brasília), pela quinta rodada da La Lila 2026/27. De um lado, os merengues ocupam a 3ª posição, com 9 pontos em 4 jogos. Do outro, a equipe do bairro de Vallecas está em 14º lugar, com 4 pontos e o mesmo número de partidas disputadas.
No entanto, as divisões entre as equipes madrilenhas vão além dos desempenhos apresentados no campeonato em questão.
Realeza x operários
Apesar de menos midiático do que o Dérby de Madri (Real x Atlético), o clássico entre Real Madrid e Rayo Vallecano represa uma profunda carga histórica, cultural e social de duas realidades clubísticas divergentes.
O Rayo foi fundado em 1924, quando o Real já carregava a realeza no nome há quatro anos. O nascimento ocorreu em Vallecas, bairro periférico, operário e independente, até anexação forçosa à Madrid, em 1950.
Enquanto a equipe mais rica se orgulha de ser o representante máximo do poder e glamour da realeza espanhola, além de potência mundial, o time mais modesto ostenta as bandeiras de uma comunidade trabalhadora, antifascista e engajada politicamente.
Franquismo na Espanha
A relação de Real Madrid e Rayo Vallecano com a ditadura de Francisco Franco na Espanha (1939-1975) é tambem ponto de divergência. Isso porque, Franco costumava utilizar os sucessos merengues para promover o regime e o nacionalismo espanhol.
