A Controladoria-Geral da União (CGU) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) acesso a provas do caso Master para avaliar uma eventual cassação da aposentadoria de Marilson Roseno da Silva, ex-escrivão da Polícia Federal (PF). O pedido consta de um ofício de 7 de maio de 2026 encaminhado ao ministro André Mendonça, relator do caso.
+ Entenda mais sobre Política em Oeste
No documento, a CGU solicitou informações bancárias e dados de comunicações, incluindo mensagens de WhatsApp, que possam indicar recebimento de vantagem indevida ou atuação irregular do ex-servidor. Marilson se aposentou em 15 de agosto de 2022.
A regra citada pela CGU prevê a cassação da aposentadoria quando o servidor cometeu, enquanto estava na ativa, uma falta que poderia levar à demissão. Por isso, a avaliação exige esclarecer também quando os fatos ocorreram.
O ofício não determina a cassação nem apresenta conclusão sobre a responsabilidade administrativa do ex-escrivão. Trata-se de uma solicitação de provas para subsidiar essa avaliação.
Outros investigados
O pedido integra um conjunto mais amplo de solicitações da CGU. Além de Marilson, os ofícios mencionam os servidores do Banco Central Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana, e as empresas Varajo Consultoria, Moriah Asset, Super Empreendimentos, King Participações e King Motors.
