O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), voltou a contestar nesta sexta-feira (11) a forma como André Mendonça liberou documentos ligados ao caso Banco Master. Em novo ofício enviado ao presidente da Corte, Edson Fachin, Moraes afirmou que 18 procedimentos inteiros e outros 180 documentos continuam fora do acesso dos demais ministros e acusou Mendonça de agir em proteção a um determinado grupo político.
A manifestação veio depois de Mendonça afirmar que todos os procedimentos relacionados ao julgamento marcado para terça-feira (15) já tiveram o sigilo levantado e estavam integralmente disponíveis aos gabinetes dos ministros. Moraes rebateu diretamente essa versão e afirmou que isso não corresponde ao que consta nos sistemas do Supremo.
No documento, Moraes anexou imagens do sistema eletrônico do STF que indicam a existência de peças sigilosas ainda não visíveis em diferentes processos. Entre os exemplos mostrados estão a PET 15.556, a PET 15.978, o Inquérito 5.026, a Reclamação 88.121 e a PET 15.198.
Moraes afirma que a retirada de sigilo feita por Mendonça foi seletiva e direcionada e relaciona essa conduta a outras acusações que já havia feito contra o colega, como suposto direcionamento de acordos de colaboração premiada e de diligências contra alvos previamente escolhidos.
Segundo o ministro,”não cabe ao relator decidir quais documentos poderão ser analisados pelo restante do colegiado”.
