Nesta sexta-feira, 11, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acusou André Mendonça de promover um levantamento “seletivo e direcionado” do sigilo de documentos do caso do Banco Master para proteger “determinado grupo político”. Mendonça chegou ao STF por indicação de Bolsonaro.
No documento enviado ao presidente do STF, Edson Fachin, Moraes contestou a afirmação de Mendonça segundo a qual todos os dados referentes ao processo já estão disponíveis. O contexto é o julgamento da próxima semana, que definirá se Moraes vai ser investigado em virtude de trocas de mensagens por WhatsApp com Vorcaro.
Moraes pediu acesso à totalidade do material e sustentou que o colegiado estaria privado do conhecimento de 18 petições e de 180 documentos.
“O levantamento seletivo e direcionado do sigilo realizado pelo ministro André Mendonça, na proteção ostensiva de determinado grupo político, repete a ilegal conduta de direcionamento dos acordos de colaboração premiada e de determinações de diligências de investigação de ofício contra alvos predeterminados”, disse Moraes.
Contestação de Moraes ao relator André Mendonça
A manifestação complementou dois ofícios anteriores e respondeu a um despacho de Mendonça proferido mais cedo.
Conforme Mendonça, os procedimentos “estão integralmente disponibilizados aos gabinetes dos eminentes ministros deste tribunal”. “Não é o que consta dos autos”, rebateu Moraes.
