O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta sexta-feira (11) que o caso envolvendo os relatórios da Polícia Federal sobre o Banco Master ainda não está pronto para ser julgado. Em ofício enviado a Edson Fachin, o decano pediu que o presidente da Corte concentre a condução dos procedimentos ligados à crise antes de levar o tema ao plenário.
Gilmar afirma que ainda não está claro o que exatamente os ministros deverão decidir na sessão extraordinária marcada para terça-feira (15). Segundo ele, o processo não define de forma suficiente quem está sendo investigado, qual é o objeto da apuração ou qual questão precisa ser analisada pelo plenário.
Por isso, o ministro defende que Fachin reúna esse procedimento ao processo aberto pela Presidência do STF para organizar os diferentes desdobramentos da crise. Na avaliação de Gilmar, os casos tratam de fatos e provas que se cruzam e não deveriam seguir separadamente.
O decano também lembra que o próprio Fachin já apontou risco de decisões contraditórias caso os procedimentos continuassem sob conduções diferentes. Para Gilmar, o melhor caminho é reunir o material, organizar os fatos e só depois submetê-los ao conjunto dos ministros.
Caso Fachin mantenha a sessão de terça-feira, Gilmar sugere que o presidente do STF apresente primeiro aos demais ministros um panorama geral da crise e deixe claro quais questões estarão em julgamento.
