A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu, nesta sexta-feira (11), em Brasília, o fortalecimento do seguro rural e a criação de estímulos financeiros para produtores que adotam boas práticas e sistemas produtivos voltados à redução de riscos. O tema foi apresentado durante o evento “3 F: Futuro, Finanças e Florestas”, promovido pela Federação Nacional de Associações dos Servidores do Banco Central (Fenasbac).
Durante o painel “Caminhos de Convergência: Riscos, financiamento e conformidade no agro”, o diretor técnico da CNA, Bruno Lucchi, destacou a importância do crédito rural para o desenvolvimento do setor. Segundo ele, o sistema produtivo brasileiro busca aperfeiçoamento constante, apoiado por pesquisa voltada ao clima tropical e por linhas de crédito que permitam a adequação do produtor.
Lucchi afirmou que práticas capazes de reduzir os riscos da atividade agropecuária precisam ser mais consideradas pelo sistema financeiro. Entre os instrumentos citados, ele mencionou o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) Níveis de Manejo, descrito por ele como uma ferramenta piloto que incorpora características regionais, culturas e boas práticas de produção. De acordo com o diretor, o modelo já começou a ser aplicado no seguro e também pode ser usado no crédito rural, com melhores condições para produtores que mitigam riscos.
