Ao mesmo tempo em que reforçará ataques ao adversário Flávio Bolsonaro (PL), a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu fazer ajustes para se dedicar menos ao legado do petista e focar mais em propostas concretas de futuro.
O time de Lula estava decidido até então a gastar tempo para apresentar o candidato contando sua história. A aposta no passado e na trajetória, no entanto, não ajudou a alavancar intenção de voto. Pelo contrário: a campanha foi sendo atropelada pelo noticiário negativo sobre Lulinha, Marcola e a crise no STF (Supremo Tribunal Federal) e, sem conseguir reagir, viu Lula piorar nas pesquisas.
Nos últimos dias, o QG fez dezenas de reuniões e convocou ainda a executiva nacional do partido para discutir um choque de reação. As decisões passam por apresentar uma linha propositiva e detalhada nas áreas de segurança, saúde e educação para um eventual quarto mandato.
Sob reserva, um integrante da campanha afirma que o objetivo não é vender terreno na Lua, com propostas que não podem ser cumpridas, mas sim falar do que tem base concreta e orçamentária para ser realizado.
Uma das principais frentes para esta reação é a propaganda na TV e no rádio. Na última quinta-feira (10), Lula levou seu programa a uma “nova fase”. Serão abordadas promessas para uma série de áreas, e a primeira foi saúde.
O foco da estreia foi a promessa de redução na fila de espera de pacientes oncológicos.
