A tela do novo iPhone Duo, primeiro smartphone dobrável da Apple, é um dos exemplos mais sofisticados da combinação entre ciência dos materiais e microengenharia. O aparelho, apresentado pela empresa na quarta-feira (9), tem tela de vidro de 7,6 polegadas, capaz de se dobrar inúmeras vezes sem quebrar.
A Apple não foi a primeira empresa a lançar um celular dobrável. Google, Samsung e Motorola já possuem aparelhos com telas flexíveis. Durante a apresentação do Duo, porém, o novo CEO da Apple, John Ternus, afirmou que o dispositivo “vai redesenhar a experiência de usar um telefone dobrável”.
O segredo para produzir uma tela capaz de ser dobrada milhares de vezes sem se partir não está em uma única descoberta ou tecnologia.
O resultado depende da combinação de diferentes materiais e técnicas, que permitem tornar o display suficientemente flexível para suportar repetidos movimentos e, ao mesmo tempo, resistente a quedas e outros impactos.
Por que o vidro pode dobrar?
O vidro comum é considerado pelos cientistas um “sólido amorfo”. Ele apresenta comportamento de sólido, mas seus átomos estão congelados em uma configuração semelhante à de um líquido;
O problema aparece quando o vidro é dobrado. Em uma peça espessa, os átomos ficam organizados em uma estrutura rígida que provoca uma tensão extrema na parte externa da superfície curva.
