“Na minha terra, tome cuidado ao me chamar para dançar, porque eu posso aceitar." A frase tem sido repetida nos bastidores pelo decano do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, em meio à crise provocada pelas revelações do caso Master.
Conforme apurou a reportagem, a ala do magistrado defende a divulgação integral dos arquivos para expor outros ministros e dividir o desgaste atualmente concentrado em Alexandre de Moraes.
Entre os principais interesses do grupo está a abertura dos documentos referentes a Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro que recebeu recursos do empresário Daniel Vorcaro, ex-dono do antigo Banco Master.
Nesta sexta-feira, 11, o presidente do STF, Edson Fachin, deu 24 horas a André Mendonça para retirar o sigilo de todo o caso. A determinação atende ao pedido da Procuradoria-Geral da República e vai na direção defendida pela ala de Mendes.
Para esse grupo, a divulgação integral dos documentos representa uma oportunidade de colocar outros envolvidos no centro da crise. A expectativa dele é que novas informações pulverizem críticas e reduzam a concentração das cobranças em Moraes.
Arquivos abertos, sessão fechada
A defesa da publicidade dos documentos convive com a tentativa de restringir o acesso ao debate entre os ministros. Aliados de Moraes querem que a sessão prevista para terça-feira 15 ocorra a portas fechadas.
