As três federações que representam a agricultura familiar nos estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estiveram reunidas durante a 49ª Expointer para discutir os principais desafios e oportunidades enfrentados pelos pequenos produtores brasileiros. O debate fez parte de mais uma edição do Agro Pocket, iniciativa promovida pelo Canal Rural para aproximar o setor e o público de temas relevantes para o agronegócio.
Os três estados da Região Sul têm uma característica marcante em comum: grande parte das atividades agrícolas e pecuárias é desenvolvida em pequenas propriedades. Apesar da importância econômica e social desse modelo de produção, os agricultores familiares enfrentam dificuldades relacionadas ao acesso ao crédito, endividamento, custos de produção, infraestrutura e sucessão rural.
Endividamento é um dos principais desafios
No Rio Grande do Sul, os impactos dos eventos climáticos extremos agravaram a situação financeira de milhares de produtores. O estado reúne cerca de 360 mil propriedades familiares, com forte presença em cadeias como leite, hortaliças e frutas.
“Nós aqui, no Rio Grande do Sul, passamos por cinco secas e mais a enchente de 2024. Então nosso produtor está com alto grau de endividamento, preço baixo de commodities, margem apertada e custo de produção elevado. Estamos trabalhando incansavelmente na questão da renegociação das dívidas”, destacou Eugênio Zanetti, presidente da Fetag/RS.
