O deserto do Atacama, no Chile, abriga o canteiro de obras daquela que será uma das maiores conquistas científicas da humanidade: o Telescópio Gigante Magalhães (GMT). O local foi escolhido a dedo por oferecer condições climáticas ímpares para a observação astronômica, contando com mais de 300 noites de céu aberto por ano, um clima extremamente seco e baixíssima poluição luminosa.
Com inauguração prevista para o início da próxima década, o observatório terá um conjunto de espelhos gigantes, capaz de capturar imagens até dez vezes mais nítidas do que as do Telescópio Espacial Hubble.
E por trás de toda essa capacidade de enxergar o passado distante do Universo, existe um motor tecnológico no qual o Brasil desempenha um papel central. Em vez de atuar apenas como espectador ou usuário de dados, a engenharia e a ciência brasileiras estão criando os “cérebros” e os instrumentos ópticos que farão o GMT funcionar.
A participação nacional é viabilizada pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), que investiu em torno de US$45 milhões no consórcio internacional responsável pelo projeto. O aporte permitiu criar o Escritório Brasileiro GMT (GMT-BRO), garantindo a engenheiros e astrônomos do país um lugar na linha de frente do projeto.
