As investigações da Polícia Federal mostram que o BRB (Banco de Brasília) e o Banco Master apresentaram versões distintas ao Banco Central sobre a origem das cessões bilionárias de crédito consignado que estavam sendo negociadas entre as duas instituições financeiras.
No ofício enviado ao Banco Central, o conglomerado Master apontou duas associações de servidores da Bahia, a Asteba (Associação dos Servidores Técnico-Administrativos e Afins do Estado da Bahia) e Asseba (Associação dos Servidores da Saúde e Afins da Administração Direta do Estado da Bahia), como originadoras dos ativos. Já o BRB se manifestou apontando a Tirreno como a origem dos créditos adquiridos.
“Ocorre que para surpresa do Banco Central, as respostas encaminhadas pelos dois Bancos foi diferente”, diz o relatório da Polícia Federal sobre o caso obtido pela CNN Brasil.
As investigações mostram que o Banco Central não encontrou movimentações financeiras das referidas associações compatíveis com as cessões de crédito para o Master. Após questionamentos formulados pela autoridade monetária, a titularidade dessas operações passou a ser atribuída à Tirreno.
Segundo a Polícia Federal, a utilização de duas associações de servidores do Estado da Bahia não é coincidência, pois ambas foram criadas e são controladas por Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master.
