Novas observações do espaço profundo reforçam a possibilidade de que a Cloud-9 seja uma galáxia sem estrelas. Mesmo com imagens muito mais sensíveis que as obtidas anteriormente, astrônomos não encontraram nenhum sinal de luz estelar na região.
A Cloud-9 foi descoberta no início deste ano e consiste em uma nuvem de hidrogênio com aproximadamente 4,9 mil anos-luz de extensão. O objeto é considerado o primeiro representante de uma nova classe de estruturas chamadas Nuvens de Hidrogênio Limitadas pela Reionização, ou RELHICs, na sigla em inglês.
A questão agora é determinar se a Cloud-9 realmente não possui estrelas.
Para investigar isso, pesquisadores utilizaram o instrumento HiPERCAM, instalado no Gran Telescopio Canarias (GTC), nas Ilhas Canárias, na Espanha. As novas imagens são cerca de dez vezes mais sensíveis que as observações anteriores, e, ainda assim, nenhuma luz proveniente de estrelas foi identificada.
Com os dados, a equipe conseguiu estabelecer um limite superior para a quantidade de estrelas que poderia existir na Cloud-9. Considerando a possibilidade de uma população primordial de estrelas, os pesquisadores estimam que a massa estelar do objeto seja de, no máximo, 16 mil vezes a massa do Sol.
Para efeito de comparação, um volume equivalente ao ocupado pela Cloud-9 nas proximidades do Sol conteria dezenas de milhões de estrelas.
