A queda no custo da alimentação não foi suficiente para melhorar a rentabilidade do confinamento de bovinos no Centro-Oeste em agosto. Segundo o ICAP (Índice de Custo Alimentar Ponta), o custo alimentar recuou 9,38% no mês, para R$ 11,89 por cabeça ao dia, mas o lucro por animal caiu 13,63%, para R$ 983,18.
O resultado mostra que a margem do confinamento não depende apenas do preço dos ingredientes utilizados na dieta. No período, os animais permaneceram mais tempo no cocho e produziram menos arrobas. O tempo médio de cocho passou de 99 para 107 dias, enquanto a produção caiu de 8,08 para 7,81 arrobas por cabeça.
Com isso, o custo da arroba produzida no Centro-Oeste aumentou 11,07%, para R$ 200,61. O ICAP é calculado a partir de dados reais coletados por tecnologias de gestão de confinamento da Ponta, com uma base que, segundo a empresa, representa mais de 57% das cabeças confinadas no país.
A redução do custo alimentar foi puxada principalmente pela dieta de terminação. No Centro-Oeste, o custo recuou 8,45% em agosto, para R$ 1.022,62 por tonelada de matéria seca, o maior alívio mensal registrado pela região em 2026.
Os ingredientes proteicos tiveram queda de 24,85% na ponderação, enquanto o DDG (Dried Distillers Grains, em português são grãos secos de destilaria) atingiu o menor preço do ano.
