O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou ao ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), que a corporação não monitorou o ministro André Mendonça e defendeu os relatórios de inteligência da polícia.
"Não existiu, em absoluto, qualquer monitoramento ilícito de Ministro deste E. STF e tampouco do Ilmo. Advogado-Geral da União. Os documentos que foram questionados pela decisão proferida na Pet 16662 não são decorrentes de ações de vigilância, coleta clandestina de dados, ou qualquer medida invasiva", disse Andrei.
Segundo Andrei Rodrigues, o envio dos documentos ao ministro Alexandre do Moraes foi cumprimento de ordem judicial e os documentos produzidos pela área de inteligência da PF não são ilegais.
"A interpretação com base na referida premissa equivocada inviabilizaria a atividade de inteligência em si, uma vez que não se pode qualificar como vigilância a análise, pelo órgão, das circunstâncias institucionais que afetam as investigações que ele próprio conduz. Não houve, portanto, qualquer ingerência na esfera de privacidade ou na atuação funcional das autoridades mencionadas", argumentou Andrei.
Andrei Rodrigues também afirmou que chamar os relatórios de apócrifos é um equívoco.
"Os documentos foram produzidos por setores plenamente identificáveis e, conforme apontado na própria decisão de lavra do Exmo. Ministro André Mendonça, foram devidamente registrados no sistema da Polícia Federal", disse Andrei.
Andrei diz a Fachin que PF não monitorou André Mendonça e defende relatório contra ministro
