A retirada do sigilo do caso Master pelo STF (Supremo Tribunal Federal) reacendeu o debate sobre os possíveis impactos do escândalo no mercado financeiro do Brasil.
André Mendonça aceitou a solicitação de Edson Fachin para tornar públicas as informações do caso, ampliando a repercussão do tema entre investidores nacionais e estrangeiros.
Para Gustavo Cruz, estrategista-chefe da Sincra, “o mercado não está precificando o risco de uma crise institucional”, o que segundo ele seria o segundo passo.
O analista observa que o mercado vem incorporando a possibilidade de uma alternância de poder no governo do país, diante de pesquisas que mostram ascensão de Flávio Bolsonaro (PL) e Augusto Cury (Avante), e queda de Lula na disputa pelo próximo mandato presidencial.
Desde o início do escândalo envolvendo o Banco Master, Cruz observa uma postura significativamente mais defensiva por parte dos investidores.
“Vemos que os clientes têm muito mais aversão ao risco, seja nos produtos de renda variável, como ações e fundos imobiliários, seja nos próprios bancários e no crédito privado”, disse o estrategista.
Ele destacou ainda que a revista The Economist publicou matéria sobre a crise do Supremo Tribunal Federal, reforçando a percepção negativa entre investidores estrangeiros que têm acesso limitado às informações sobre o Brasil.
Cruz também apontou que bancos menores estão sendo afetados por um clima de desconfiança gerado pelo escândalo.
