A presença de nódulos na tireoide é uma condição comum e natural do envelhecimento, podendo atingir cerca de 50% da população em diferentes faixas etárias e até 70% dos idosos. É o que explicam especialistas no “CNN Sinais Vitais - Dr. Kalil Entrevista” deste sábado (12).
No programa, Dr. Roberto Kalil recebe Suemi Marui, endocrinologista e chefe da Unidade de Tireoide do Hospital das Clínicas FMUSP, e Rosa Paula Biscolla, endocrinologista e professora da Escola Paulista de Medicina (EPM/UNIFESP), para esclarecer as principais dúvidas sobre a tireoide, uma glândula que atua na produção de hormônios importantes para o funcionamento do organismo.
No entanto, embora a incidência de nódulos na tireoide seja alta, apenas 5% a 10% desses casos podem representar um tumor maligno, de acordo com Biscolla. O problema é que, geralmente, o câncer de tireoide não causa sintomas.
“Se a pessoa percebe um nódulo duro que está crescendo rápido nas últimas semanas, se há gânglios no pescoço, rouquidão ou dificuldade para engolir, é preciso ficar em alerta”, alerta a especialista.
Em relação à hereditariedade, o tipo mais frequente de tumor (carcinoma papilífero ou folicular, que representa 85% dos diagnósticos) só é considerado familiar quando atinge ao menos três parentes. Já o carcinoma medular da tireoide, embora mais raro e agressivo quanto à propensão a metástases precoces, apresenta origem genética em 25% dos casos.
