O ex-ministro das Comunicações Fábio Faria e o empresário Alberto Leite, dono do Grupo FS, tentaram criar em 2024 uma representação comercial da Starlink no Brasil, a Skylink. O empreendimento durou só cerca de 2 meses. Suas atividades ficaram inviabilizadas por causa do ambiente político negativo que se formou com as críticas do empresário Elon Musk ao ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes e ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) -além das reações do Palácio do Planalto, que foram escalando ao ponto de a primeira-dama, Janja Lula da Silva, ter dito publicamente “fuck you, Elon Musk”, em novembro de 2024.
Documento da Junta Comercial de São Paulo de 4 de abril de 2024 mostra que Leite e Faria deixaram a diretoria da empresa nessa data. O empreendimento funcionou um pouco mais até terminar em junho do mesmo ano.
O contrato de representação -um “reseller agreement” com a Starlink- estabelecia a possibilidade de rescisão por razões políticas que pudessem comprometer a comercialização dos serviços no país.
Eis a cláusula sobre finalização do negócio por razões políticas: “Caso o revendedor não consiga vender ou fornecer serviços Starlink ao governo brasileiro, seja por motivos de natureza judicial, regulatória ou política -formais ou informais, explícitos ou não-, o revendedor terá a opção de rescindir ou suspender o contrato”.
