A Anthropic publicou um novo relatório sobre o uso malicioso de inteligência artificial (IA) e reuniu casos em que o Claude foi empregado em operações que vão de ataques cibernéticos e espionagem a desenvolvimento de armas, pesquisas biológicas, golpes e tentativas de copiar capacidades de modelos avançados.
O documento, publicado em 10 de setembro, analisa atividades identificadas e interrompidas pela equipe de Threat Intelligence da empresa entre dezembro de 2025 e agosto de 2026. Ao todo, são sete áreas de risco: operações cibernéticas, operações de influência, vigilância, golpes e fraudes, uso biológico, desenvolvimento de armas convencionais e destilação ilícita de modelos.
A Anthropic ressalta que os casos apresentados não representam o uso indevido típico de seus modelos, mas algumas das atividades mais relevantes e novas identificadas pela empresa. Entre os envolvidos estão grupos suspeitos de terem apoio estatal, criminosos motivados financeiramente, empresas de spyware, instituições de propaganda e indivíduos politicamente motivados.
IA deixa de ser apenas assistente em ataques
Uma das principais conclusões do relatório aparece na parte dedicada a operações cibernéticas. Segundo a Anthropic, a IA passou a ocupar uma função mais próxima de orquestradora das operações, em vez de simplesmente responder perguntas ou ajudar pontualmente um criminoso.
