O financiamento à produção agropecuária no Brasil encolheu 25,8% em 12 meses. O dado consta em nota técnica da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). Registros do Banco Central confirmam a queda na área custeada por crédito rural. A cobertura caiu de 34,2 milhões de hectares em julho de 2025 para 25,4 milhões no mesmo mês de 2026.
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A entidade alerta que os principais indicadores econômicos ainda não refletem a retração do setor. A avaliação inclui o Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio, a balança comercial e a inflação de alimentos. Apesar do cenário momentaneamente favorável, a crise deve aparecer nos dados futuros. Uma defasagem no calendário agrícola explica essa diferença de tempo.
No Rio Grande do Sul, a queda foi ainda maior, com retração de 29,3% na área financiada, acima da média nacional. O valor liberado ao Estado recuou 18,3%, para R$ 23,1 bilhões, e o número de contratos caiu 16,4%, para 189.655.
A lavoura gaúcha é a mais exposta à crise por focar nos produtos com maiores perdas no país. Trigo e arroz lideram a retração. O financiamento nacional para o trigo caiu 44,1%, enquanto o arroz recuou 34,7%. No Rio Grande do Sul, a queda no trigo atingiu 52%. O financiamento da soja gaúcha também recuou 35,2%. Esse índice supera o tombo médio da oleaginosa no país, que foi de 25,8%.
