O vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, afirmou nesta 6ª feira (11.set.2026) que o ministro André Mendonça não levantou o sigilo de todas as provas do inquérito do Banco Master. Em petição ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, a PGR (Procuradoria Geral da República) afirmou que a limitação do acesso às provas não garante a transparência necessária para a condução do caso.
A manifestação segue parcialmente a linha adotada por Alexandre de Moraes e Cristiano Zanin ao afirmar que Mendonça não disponibilizou todas as peças necessárias para o julgamento de 15 de setembro, que analisará relatório da PF (Polícia Federal) com conversas entre o ministro Alexandre de Moraes e o fundador do Master, Daniel Vorcaro.
“O que se verifica, porém, da listagem encaminhada é que nela não se contêm grande parte dos procedimentos atualmente correlatos à investigação mais ampla da chamada Operação Compliance Zero (IPL 5026), fato que, embora se suponha motivado por alguma razão escusável de ordem administrativa, pode induzir à ideia equivocada de que a transparência que animou a medida proposta por V. Exa, perca, ao fim e ao cabo, o seu sentido último”, declarou Hindenburgo Chateaubriand Filho.
Em 1º de setembro, a PGR afirmou que o relatório da PF que cita Moraes deve ser anulado pelo Supremo.
