O governo da Argentina transferiu para São Paulo o argentino Diego Hernán Dirísio, apontado como o maior traficante de armas da América do Sul. A entrega às autoridades brasileiras ocorreu nesta semana. O investigado movimentou R$ 1,2 bilhão com o envio de 43 mil fuzis e pistolas para o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
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A Suprema Corte argentina autorizou a entrega do criminoso em junho. A Interpol prendeu Dirísio em Buenos Aires em fevereiro de 2024 ao lado da mulher, Julieta Nardi Aranda. A ministra da Segurança da Argentina, Alejandra Monteoliva, celebrou a conclusão da transferência. "Nós o encontramos, o prendemos e hoje o tiramos do nosso país. Adeus. Ele se foi", declarou a autoridade.
Rota do armamento europeu
Segundo o jornal O Globo, o esquema utilizava uma empresa de fachada em Assunção, no Paraguai, para importar armamentos da Croácia, Turquia, República Tcheca e Eslovênia. O grupo raspava as numerações originais na capital paraguaia e gravava marcas falsas nas peças antes do envio ao território brasileiro.
A Polícia Federal apreendeu 659 armas da organização em dez estados brasileiros desde 2020. "Ele fez as tratativas diretas para a venda com ciência de que essas armas seriam destinadas ao crime organizado", explicou o delegado Flávio Márcio Albergaria Silva.
