O Brasil precisa avançar na dragagem e na manutenção de hidrovias para ampliar o uso do transporte fluvial e reduzir o custo logístico do agronegócio, avaliou o presidente da Cargill no Brasil e do Negócio Agrícola na América Latina, Paulo Sousa. A declaração foi feita na quinta-feira (10), durante o Agro Summit, promovido pelo Bradesco BBI, em São Paulo.
Segundo Sousa, o país dispõe de uma infraestrutura natural de baixo custo, mas precisa garantir condições regulares de navegação e maior integração entre modais. Na avaliação do executivo, o desenvolvimento das vias navegáveis deve fazer parte de uma estratégia mais ampla, com concorrência entre rodovias, ferrovias e hidrovias. “O que gera frete mais barato é competitividade”, afirmou.
Sousa defendeu a dragagem das hidrovias, com ressalva de que as intervenções devem ser ambientalmente adequadas. Para ele, diferentes alternativas para o transporte de uma mesma carga ajudam a pressionar custos e reduzem a dependência de um único modal.
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A discussão ocorre após impasses em torno da dragagem no rio Tapajós. Em dezembro de 2025, o governo federal abriu licitação de R$ 74,8 milhões para serviços de dragagem de manutenção entre Santarém e Itaituba, no Pará. Em fevereiro, indígenas ocuparam o terminal da Cargill em Santarém e cobraram consulta prévia às comunidades afetadas.
