O procurador-geral da República, Paulo Gonet, enfrenta pressão de vários lados para deixar as investigações do Banco Master no Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente da Corte, Edson Fachin, sugeriu que ele não participe da sessão marcada para a próxima terça-feira, 15, enquanto o partido Novo, segundo o jornal O Globo, apresentou uma arguição para que seja declarado suspeito e afastado do caso.
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Nesta quinta-feira, 10, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), já havia apresentado a Fachin uma manifestação com a solicitação de que Gonet, se abstenha de atuar na petição que tramita na Corte que envolve mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, que era dono do Banco Master. O procurador-geral também aparece no documento em que supostamente conversa com Vorcaro por meio de um interlocutor.
O próprio Conselho Superior do Ministério Público Federal instaurou, no dia 3, procedimento para examinar as referências a Gonet encontradas nas comunicações de Vorcaro. O procurador-geral pretende usar essa apuração para contestar as acusações de falta de imparcialidade.
Pressionado, Fachin, ressalta a Folha de S. Paulo, avaliou a possibilidade de determinar judicialmente a saída do procurador-geral, mas optou por buscar uma solução que partisse do próprio chefe da Procuradoria-Geral da República (PGR).
