A Polícia Federal (PF) identificou que Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, falsificava ofícios para derrubar perfis de desafetos nas redes sociais. As informações constam de relatórios da investigação divulgados na quinta-feira, 10, pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão que retirou o sigilo dos documentos a pedido do presidente da Corte, ministro Luiz Edson Fachin.
Segundo a PF, o grupo ligado ao empresário utilizava “indevidamente as estruturas estatais para promover a derrubada de perfis considerados opositores”. Os investigadores apontam o uso irregular dos portais de Law Enforcement Information Request, sistemas por meio dos quais autoridades encaminham solicitações às plataformas digitais.
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A corporação afirma que os mecanismos eram usados para conferir aparência oficial aos pedidos feitos pelo grupo. “Os dados revelam, ainda, que, para conferir aparência de legitimidade às solicitações, eram enviados ofícios supostamente assinados por servidores públicos”, diz o relatório.
Falso documento foi enviado por Vorcaro à Meta
A investigação cita um ofício encaminhado à Meta, empresa responsável por Facebook e Instagram, que teria sido falsamente atribuído ao Grupo Especial de Combate à Corrupção, do Ministério Público do Ceará (MP-CE).
