SÃO LUÍS - Os relacionamentos passaram por mudanças e ganharam novas etapas, como “ficar”, “ficar sério” e “conversar”, antes de um compromisso formal. Em entrevista ao Podcast Atualidades, a psicóloga Renata Pacheco e a ginecologista Emanuela Barroso destacaram que, independentemente do formato da relação, diálogo, responsabilidade emocional e prevenção devem estar presentes.
Segundo Renata Pacheco, aplicativos de relacionamento e mensagens instantâneas aceleraram a forma de conhecer e se relacionar com outras pessoas. Para ela, a facilidade de iniciar vínculos também pode aumentar as dúvidas sobre expectativas. “É saber qual é o meu objetivo e a minha perspectiva em relação àquele relacionamento e deixar isso claro para o outro”, afirmou.
Na área da saúde sexual, Emanuela Barroso reforçou que a conversa sobre preservativos e testagem para Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) não deve ser interpretada como desconfiança. “IST não tem cara. Não é uma desconfiança, é um autocuidado”, explicou. A médica também alertou que confiança não substitui a prevenção e que, em relações sem exclusividade ou com novos parceiros, o uso do preservativo continua sendo importante.
As especialistas também abordaram situações como diferenças de expectativas, limites, relações sem definição e o chamado ghosting, quando uma pessoa interrompe o contato sem explicações. Para Renata, o autoconhecimento é fundamental para estabelecer limites e preservar a saúde emocional.
