A defesa de Daniel Vorcaro está em compasso de espera. A avaliação é que não adianta definir agora os próximos movimentos sem saber como ficará o tabuleiro no Supremo depois da sessão da próxima terça-feira.
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O resultado pode ser decisivo inclusive para definir, ou mudar, os rumos de uma eventual delação.
Vorcaro sempre admitiu que buscava proteção e interlocução em Brasília, inclusive por meio do contrato com Viviane, mas até aqui nunca se dispôs a delatar grandes figuras. Sua linha sempre foi a de relatar os fatos sob sua ótica, sustentar que não cometeu ilegalidades e evitar acusações que atingissem personagens poderosos.
Na avaliação de pessoas que conhecem e acompanham as investigações, isso não acontece por acaso. Vorcaro ainda aposta na sobrevivência do grupo com o qual construiu relações e espera colher, no futuro, o retorno dos ativos políticos que acumulou. A expectativa é de que o sistema encontre uma forma de sobreviver à crise e, inclusive, preservar o futuro presidente do STF.
É por isso, segundo essas fontes, que Vorcaro continua dizendo não ter nada a revelar sobre essas grandes figuras. Ele ainda aposta na sobrevivência desse grupo.
Essa estratégia, porém, esbarra hoje em André Mendonça e no grupo que começa a se formar em torno da reação ao caso, sobretudo depois da retirada do sigilo dos documentos.
Por isso, terça-feira virou o Dia D.
Defesa de Vorcaro joga parada e espera STF para definir estratégia
