O Ibovespa recuava nesta sexta-feira (11), pressionado pela queda das commodities e pela atenção dos investidores ao cenário político brasileiro. O movimento ocorria apesar da alta das bolsas de Nova York e da Europa e da queda dos juros futuros, após a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, que veio com deflação mais intensa do que a prevista.
Às 11h26, o principal índice da B3 caía 0,81%, aos 186.741,76 pontos, na mínima do dia. Na máxima, marcou 188.586,47 pontos, após abertura estável em 188.267,71 pontos.
Segundo Gustavo Sung, economista-chefe da Suno Research, a deflação do IPCA de agosto deu fôlego inicial à Bolsa. Por outro lado, a inflação nos Estados Unidos, medida pelo índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês), elevou as chances de alta de juros no país. Sung acrescentou que a queda do petróleo e do minério de ferro também pesava sobre o índice, assim como os ruídos políticos antes da divulgação de nova pesquisa Datafolha.
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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% em julho. Em 12 meses, o índice acumulou avanço de 4,22%. Os resultados ficaram abaixo das medianas da pesquisa Projeções Broadcast, de queda de 0,29% no mês e alta de 4,26% em 12 meses.
