Tudo está cinza. Parece que você mergulhou num oceano de fumaça. Agarradas umas às outras, pessoas andam desnorteadas ao seu redor. Algumas feridas, outras apenas cobertas por fuligem. Todas olham para cima. Todas sentem medo. Todas tentam entender o que está acontecendo.
Esta é uma cena crucial do último episódio da terceira temporada de A Casa do Dragão, lançado em 9 de agosto. É quando Daemon Targaryen (Matt Smith) encara o que acontece quando se usa o equivalente a armas nucleares numa guerra.
Sim, esta é uma matéria sobre o atentado terrorista ocorrido nos Estados Unidos em 11 de setembro de 2001. Por que falar da série da HBO Max, então? O que uma coisa tem a ver com a outra?
Se o primeiro parágrafo te fez pensar sobre o caos que tomou conta do Financial District quando as Torres Gêmeas do World Trade Center desmoronaram, bem, não foi por acaso. Em entrevista ao podcast da franquia Game of Thrones, Andrij Parekh disse que a principal referência para o momento “POV” de Daemon foi o “11 de Setembro”. O cineasta quis deixar claro qual é o preço de uma guerra.
O atentado completa 25 anos nesta sexta-feira (11). E, até hoje, ecoa no imaginário popular - seja em produções cinematográficas, seja em feeds de redes sociais.
Neste segundo, existe o interesse genuíno. É, por exemplo, aquele usuário novo demais para saber (ou lembrar) como foi acompanhar os desdobramentos em tempo real pelo noticiário na TV.
