As vendas no varejo brasileiro encolheram 2% em agosto ante o mesmo período do ano passado, descontada a inflação, de acordo com o ICVA (Índice Cielo de Varejo Ampliado), divulgado nesta sexta-feira (11) pela empresa de pagamentos controlada por Banco do Brasil e Bradesco.
De acordo com a Cielo, foi o desempenho mais fraco para o mês desde 2020, período fortemente afetado pela pandemia de Covid.
Em julho, o índice apurou queda de 1,4%. Um ano antes, apurou declínio de 1,5%.
Em termos nominais, as vendas registraram elevação de 2,1% em agosto em relação ao mesmo mês de 2025, com alta de 5,1% no comércio eletrônico e expansão de 1,2% nas lojas físicas.
“Agosto reforça um cenário em que o consumidor não necessariamente deixa de comprar, mas escolhe com mais cuidado onde, como e com o que gastar”, afirmou o vice-presidente de Tecnologia e Negócios da Cielo, Carlos Alves, em comunicado sobre os dados.
“De um lado, vemos uma retração real mais intensa do varejo. De outro, o e-commerce continua apresentando um ritmo nominal superior ao das lojas físicas. É um consumidor mais seletivo, em um ambiente no qual preço, conveniência e prioridade ganham cada vez mais peso na decisão de compra.”
Houve declínio real nos três macrossetores acompanhados pelo ICVA, com bens duráveis e semiduráveis mostrando queda de 4,6% em agosto, enquanto o de serviços apurou retração de 3,7% e o de bens não duráveis registrou decréscimo de 0,4%.
