A Federação Psol/Rede pediu à Câmara dos Deputados a cassação do mandato de Mario Frias (PL-SP) por quebra de decoro parlamentar. A representação foi apresentada depois de o deputado se tornar alvo da Operação Make Up, da Polícia Federal (PF), autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF).
O documento pede que a Mesa Diretora encaminhe o caso ao Conselho de Ética para abertura de processo disciplinar. O partido reúne suspeitas envolvendo o destino de emendas parlamentares, movimentações financeiras de Mario Frias, uma viagem ao exterior e sete armas apreendidas pela PF.
+ Entenda o que é Política em Oeste
O principal ponto da representação são R$ 2 milhões em emendas indicadas por Frias ao Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade ligada a Karina Ferreira da Gama, proprietária da Go Up Entertainment, produtora de Dark Horse, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. Mario Frias é roteirista e produtor-executivo da obra.
“Não se pede a esta Casa que julgue crimes”, afirmou a representação. Segundo o partido, cabe à Câmara fazer o “juízo ético-disciplinar” sobre a compatibilidade das condutas atribuídas a Frias com o mandato parlamentar.
A oposição reagiu à operação desta semana acusando Dino e a PF de “perseguição política” e contestando a realização das buscas durante o período eleitoral. Mario Frias também nega irregularidades e sustentou que as emendas não financiaram o filme Dark Horse.
