A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) tem buscado minimizar o impacto das revelações a partir das quebras de sigilo do inquérito-mãe do caso Master na noite desta quinta-feira (10).
O coordenador da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), por exemplo, afirma não haver realmente um “fato novo” sobre o candidato à Presidência.
Os documentos no STF (Supremo Tribunal Federal) tornados públicos demonstram que o ministro da Corte André Mendonça determinou à Polícia Federal a abertura de uma investigação contra Flávio para apurar suposta prática de crimes no financiamento do filme Dark Horse, cinebiografia inspirada na trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
Flávio está sendo investigado pelos supostos crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos correlatos.
No entanto, a campanha trata o assunto já como de conhecimento público, inclusive devido a uma matéria publicada na imprensa sobre o fato no final de julho.
O PT (Partido dos Trabalhadores) já demonstrou que pretende se debruçar sobre a investigação enfrentada por Flávio para levá-la à população em geral. O uso eleitoral da investigação já está sendo explorado por integrantes do PT nas redes sociais.
A linha adotada pela campanha de Flávio continua a reafirmar que a produtora do Dark Horse entregou ao Supremo todos os dados bancários e fiscais relativos aos recursos do filme, além de cerca de 25 mil documentos.
