Ulrich Siegmund, provável futuro líder do partido de extrema-direita AfD (Alternativa para a Alemanha) no estado da Saxônia-Anhalt, no leste da Alemanha, sugeriu que uma fabricante de armas poderia ser autorizada a operar no estado para fornecer recursos destinados a futuras ofensivas de deportação.
A Afd, que mantém laços com a Rússia e se autodenomina um “partido da paz”, opõe-se aos gastos recordes da Alemanha com defesa sob a liderança do chanceler Friedrich Merz e ao apoio militar à Ucrânia, levantando dúvidas sobre o futuro de um investimento planejado na indústria de defesa na cidade de Sangerhausen.
Em entrevista coletiva na quinta-feira (10), Siegmund indicou que o partido não se opõe à produção de armamentos para fins domésticos.
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“Não condenamos a produção de equipamentos militares de forma generalizada, pois naturalmente precisaremos dos recursos adequados para futuras campanhas de repatriação e deportação“, afirmou ele.
“Isso também é do interesse da segurança interna, da nossa própria estabilidade e da defesa nacional”, acrescentou Siegmund.
A emissora local MDR informou que a empresa israelense Elbit Systems está em negociações para construir uma fábrica no local, destinada à produção de componentes para outras empresas alemãs.
