O jornalista maranhense Luís Pablo enviou uma carta aberta ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin. O repórter pede o arquivamento definitivo da investigação contra sua atividade profissional no âmbito do Inquérito das Fake News. A Polícia Federal (PF) apreendeu computadores e celulares do comunicador em uma ação de busca e apreensão.
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A investida policial ocorreu depois da publicação de uma denúncia sobre o uso de veículo oficial do Tribunal de Justiça do Maranhão por familiares do ministro Flávio Dino. Os agentes devassaram as mensagens de Luís Pablo e expuseram a identidade da sua fonte para todo o país. O repórter ficou 70 dias sem os seus instrumentos de trabalho.
Ausência de provas e devassa policial
A perícia nos aparelhos confirmou a inexistência de crimes ou de pagamentos por matérias. A PF descartou a compra de reportagens e reconheceu a garantia constitucional da liberdade de imprensa. Uma transferência de R$ 100 mil citada no processo tratava de empréstimo pessoal com comprovantes de quitação.
"Se houvesse qualquer prova de que cometi um crime, ela já teria aparecido", declarou o jornalista no documento. O comunicador afirmou que a manutenção do processo funciona como uma punição velada ao exercício da profissão. A denúncia sobre o uso indevido do carro oficial segue sem respostas dos órgãos de controle.
