O Cerrado nem sempre foi visto como uma região com grande potencial para a agricultura. Solos ácidos e de baixa fertilidade natural eram alguns dos principais obstáculos para a produção. A mudança veio com pesquisa, tecnologia e adaptação das lavouras às condições do bioma.
Neste 11 de setembro, Dia Nacional do Cerrado, a transformação ajuda a explicar por que a região se tornou uma das principais áreas agrícolas do país. A ciência desenvolvida para as condições tropicais, com destaque para o trabalho da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), permitiu avançar na correção dos solos e no desenvolvimento de cultivares adaptadas ao clima.
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O resultado aparece na dimensão atual da agricultura brasileira. Na safra 2025/26, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) estima produção de 360,8 milhões de toneladas de grãos no país, em uma área de 83,5 milhões de hectares. Soja, milho e sorgo estão entre as culturas que contribuem para o resultado.
Embora esse número seja nacional, uma parcela importante dessa produção está concentrada no Cerrado, que reúne algumas das principais regiões produtoras de grãos do país.
Tecnologia mudou a produção
A correção da acidez do solo com o uso de calcário e a aplicação de nutrientes foram fundamentais para viabilizar a agricultura em áreas que apresentavam limitações naturais.
