Tem uma palavra que durante muito tempo foi usada de forma pejorativa: o termo caipira. Em conversa com o Soja Brasil, Almir Sater afirma que ser caipira é, simplesmente, ser “morador do mato” e deixa claro que não enxerga vergonha alguma nisso. Pelo contrário, o cantor diz ter orgulho e honra em se considerar caipira e destaca a vida próxima ao ar puro, aos pássaros e à natureza como uma das maiores riquezas do interior.
“Ser caipira é ser morador do mato”, comenta Sater, deixando claro que, para ele, o termo está muito mais ligado a uma forma de viver do que aos estereótipos que durante anos foram associados à palavra. A declaração ganha ainda mais peso porque Sater conhece de perto a realidade do campo e trabalha com integração lavoura-pecuária, unindo culturas como soja e milho à criação de gado.
Para o artista, o caipira carrega conhecimentos e valores que poderiam servir de inspiração para toda a sociedade. Sater também defende cada vez mais a preservação das matas e afirma que o homem do interior tem muito a ensinar quando o assunto é conservação. Na visão do cantor, enquanto grandes cidades convivem com poluição e um distanciamento cada vez maior da natureza, o caipira mantém uma relação direta com aquilo que existe de mais bonito no Brasil.
E essa identidade aparece ainda na viola caipira, instrumento que Sater transformou em uma das grandes marcas de sua trajetória.
