O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, enviou diretamente ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, uma comunicação sobre suspeitas de corrupção envolvendo 2 funcionários do alto escalão da autoridade monetária que atuavam na supervisão de instituições financeiras. O Ofício 935/2026-BCB/Secre foi encaminhado em 9 de janeiro de 2026.
O documento, que integra os autos da PET (Petição) 15.556, relacionada às investigações sobre o Banco Master, foi tornado público por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, na 5ª feira (10.set.2026).
No relatório, Galípolo informou que o BC havia tomado conhecimento da possível prática de atos ilícitos por funcionários de seus quadros, relacionada ao recebimento de “substanciais quantias” provenientes, em tese, de negócios mantidos com pessoas vinculadas a instituição submetida à fiscalização da unidade em que os funcionários trabalhavam.
Segundo Galípolo, o contexto sugeria a existência de “interesse privado na atuação funcional”. O presidente do BC afirmou que os fatos poderiam, “em tese”, configurar corrupção passiva, crime previsto no artigo 317 do Código Penal.
“Considerando que os fatos em apreço podem, em tese, caracterizar infração penal, possivelmente passível de tipificação como crime de corrupção passiva […], faço a presente comunicação”, afirmou Galípolo.
Os funcionários citados no procedimento interno do BC são Belline Santana e Paulo Sérgio Neves de Souza.
