A indústria brasileira de café quer ampliar a vigilância sobre produtos impuros ou fraudados vendidos no varejo e aumentar a presença de cafés certificados nas prateleiras dos supermercados. A estratégia envolve desde o monitoramento de lotes em diferentes regiões do país até a proposta de criação de uma espécie de “gôndola certificada”, que reúna produtos com selo de qualidade.
Segundo a APAS (Associação Paulista de Supermercados), cerca de 10% dos cafés comercializados no varejo ainda precisam avançar no processo de análise e certificação. A avaliação é de que uma maior adesão dos supermercados aos selos poderia funcionar como uma barreira adicional à entrada de produtos irregulares no mercado.
Em paralelo, uma das propostas defendidas pela Abic (Associação Brasileira da Indústria de Café) é aumentar a integração com o varejo para que a certificação seja considerada também na organização das prateleiras. A avaliação fez parte da agenda do Seminário “Defesa do consumidor de café: o papel das entidades públicas e privadas”, realizado pela primeira vez em São Paulo.
O evento, que está na terceira edição, reuniu representantes da indústria, do varejo e de órgãos públicos para discutir os desafios relacionados à qualidade, à segurança e ao combate às fraudes no mercado de café.
De acordo com o presidente da Abic, Pavel Cardoso, a entidade vem mapeando lotes comercializados em todo o país.
