Poucas semanas depois de o BC (Banco Central) decretar a liquidação do Banco Master, em novembro de 2025, perfis com milhões de seguidores começaram a publicar críticas à atuação da autoridade monetária.
Para a Polícia Federal, parte dessas manifestações integrava uma estratégia articulada para defender o banqueiro Daniel Vorcaro e questionar a decisão sobre o banco.
Batizada internamente de “Projeto DV“, em referência às iniciais de Vorcaro, a iniciativa teria envolvido a contratação de influenciadores sob acordos de confidencialidade. A proposta, segundo a PF, era trabalhar a imagem do banqueiro e disseminar questionamentos sobre a liquidação do Master.
Documentos do inquérito que investiga o caso, divulgados na quinta-feira (10) após o ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), retirar o sigilo dos autos, mostram como a Polícia Federal chegou aos envolvidos e reconstituiu parte da estratégia.
A investigação reúne mensagens preservadas em cartório e depoimentos de pessoas que afirmam ter sido procuradas e recusado as propostas. A CNN Brasil teve acesso ao material.
Campanha em meio à crise
Para a PF, o momento em que os contatos começaram é um dos pontos centrais da investigação. Em um pedido encaminhado ao STF em fevereiro, a corporação afirma que as contratações tiveram início em dezembro, pouco depois de Vorcaro deixar a prisão pela primeira vez, no fim de novembro, por decisão do TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região).
