A PF suspeita que o ministro Dias Toffoli, do STF, é o beneficiário final ou o proprietário do Arleen, um fundo de investimento que recebeu R$ 35 milhões de Daniel Vorcaro, do Banco Master. A informação foi divulgada no final da noite de quinta-feira (10) pela revista Piauí.
Por meio de uma transação com a holding Egide I, os recursos teriam ido parar nas Ilhas Virgens Britânicas, paraíso fiscal do Caribe.
O fundo Arleen era sócio do Tayayá, resort que pertence a Toffoli e sua família em Ribeirão Claro, no interior do Paraná. Segundo o relatório da Polícia Federal, o Arleen, que pertencia ao banqueiro, foi transferido para um empresário amigo do ministro do STF. Em seguida, de acordo com a revista, o fundo fez uma alteração em seu regulamento para permitir que fizesse investimentos no exterior e, meses depois, transferiu todos os seus ativos para o Egide I.
“Foram identificados diversos elementos de informação que, analisados de forma conjunta, apontam no sentido de que o ministro José Antonio Dias Toffoli possa ter figurado como beneficiário final ou proprietário de fato do FIP Arleen, bem como de seus ativos”Relatório da PF
Voto de Toffoli
De acordo com a PF, toda a operação para enviar recursos ao exterior deu-se ao longo do ano passado. Em fevereiro, o empresário Alberto Leite, amigo de Toffoli e dono da empresa de segurança FS Security, comprou o fundo Arleen.
