Um dia após a PF (Polícia Federal) informar a Dias Toffoli, do STF (Supremo Tribunal Federal), que não havia encontrado indícios de crimes envolvendo pessoas politicamente expostas ou autoridades com prerrogativa de foro, o ministro decidiu que todos os processos relativos a Operação Compliance Zero e ao Banco Master fossem remetidos e concentrados na Suprema Corte, em processo sob sua relatoria.
A manifestação da PF, assinada no dia 2 de dezembro, está entre os documentos cujo sigilo foi retirado pelo ministro André Mendonça na noite de quinta-feira (10). Na peça, a PF diz ter feito uma análise minuciosa dos elementos de prova reunidos na investigação, incluindo celulares e outros equipamentos eletrônicos.
Segundo os investigadores, até aquele momento, não havia sido identificado qualquer indício de prática de crimes por autoridades com foro ou pessoas politicamente expostas.
“Até o momento, após filtro minucioso sobre os elementos de prova coletados, inclusive no que toca a celulares e equipamentos eletrônicos, não foram encontrados qualquer indício de prova quanto à prática de crimes por pessoas politicamente expostas ou autoridades com prerrogativa de foro”, afirmou a PF.
Segundo a instituição, naquele momento, a investigação continuava focada apenas na apuração de possíveis crimes financeiros.
No dia seguinte, 3 de dezembro, Toffoli determinou que todo o Caso Master fosse remetido ao STF, retirando a investigação das instâncias de justiça inferior.
