O dólar iniciou a sexta-feira (11) próximo da estabilidade, após o IBGE informar que o Brasil teve deflação no mês de agosto, enquanto no exterior a moeda americana tinha sinais mistos ante as demais divisas, com investidores à espera dos dados de inflação nos EUA.
Os desdobramentos da crise no STF (Supremo Tribunal Federal) também seguem no radar dos investidores, após o ministro André Mendonça retirar o sigilo de parte do caso Master.
Às 9h24, o dólar à vista cedia 0,01%, perto da estabilidade a R$ 5,1054 na venda.
No exterior, o índice DXY - indicador que mede a força da moeda norte-americana diante de uma cesta de seis outras fortes divisas - subia 0,12%, aos 99,16 pontos.
Indicadores econômicos dão rumo ao mercado
No Brasil, IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) caiu 0,32% em agosto, após alta de 0,07% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (11).
A queda foi puxada, principalmente, pelo alívio no preço da energia elétrica residencial.
O indicador caiu mais do que o esperado pelos economistas consultados pela Reuters, que esperavam uma queda de 0,29%. Este é o menor resultado desde agosto de 2022, quando resultado foi de -0,36%.
Segundo Marcelo Bassani, economista e fundador da Boa Brasil Capital, a queda pode ser vista como positiva, sobretudo em relação à expectativa de mais um corte de juros pelo BC (Banco Central) ainda em setembro.
