A BlackRock, maior gestora de investimentos do mundo com mais de US$ 15 trilhões sob gestão, atua no Brasil por meio de três eixos principais: gestão de investimentos, tecnologia e consultoria.
Em entrevista ao programa “Café com o Investidor”, parceria entre o NeoFeed e a CNN Brasil, Bruno Barino, country manager na empresa, detalhou a atuação no país e as tendências que devem moldar o mercado financeiro brasileiro nos próximos anos.
No Brasil, a BlackRock possui aproximadamente R$ 30 bilhões em ativos locais, concentrados principalmente em ETFs de ações, como o BOVA11 e o Small.
O modelo de negócios da empresa é essencialmente B2B, seus produtos chegam ao investidor final por meio de bancos, seguradoras, assets, fundos de pensão e escritórios de investimento, sem contato direto com a pessoa física.
Barino destacou que os ETFs, fundos de índice que replicam indicadores como o Ibovespa, demorou mais para se consolidar no Brasil do que em outros países, mas vem ganhando tração nos últimos dois anos. “O Brasil está no início dessa jornada. Estamos muito longe ainda de onde o mercado tem que chegar”, afirmou. O segmento representa apenas 1% da indústria de fundos brasileira, segundo o gestor.
Barino afirma que, o crescimento dos ETFs está associado a qualidades como transparência, acesso e custo reduzido. “No longo prazo, para montar uma carteira, faz muito mais sentido.
